GLÚTEN, consumir ou não?

Estamos numa época em que as alergias estão por toda parte, seja pelo consumo de determinados alimentos, odores, contato, enfim, é notável como essas alergias têm sido diagnosticadas e da maneira mais adequada, necessitam ser corrigidas.

 

Em se tratando de alimentos, alguns são considerados mais alergênicos. Dentre eles estão os laticínios em geral, amendoim, ovos, algumas farinhas como o trigo ou o glúten (este último presente naturalmente no trigo, centeio, cevada e malte).

 

No que se refere mais especificamente ao glúten, existe a doença celíaca, que é a intolerância permanente ao glúten. É quando a pessoa não deve consumir nenhum desses alimentos que o contenha naturalmente, bem como alimentos com contaminação por glúten, como é o caso da aveia produzida no Brasil (a mesma é plantada com o trigo), ou outros alimentos que de alguma maneira tenham contato com o glúten (pelo ar ou por utensílios de cozinha, por exemplo). Além da doença celíaca, existe ainda a sensibilidade ao glúten não celíaca e talvez seja tal sensibilidade que muitas pessoas têm, e com isso aumentou a discussão acerca da necessidade ou não de retirá-lo do plano alimentar.

 

É importante lembrar que retirar o glúten da dieta não tem como objetivo o emagrecimento, mas sim minimizar processo alérgico e a inflamação que ele pode causar, reduzindo assim sintomatologia característica da sensibilidade e prevenindo doenças para as pessoas sensíveis. Os sintomas que caracterizam tal sensibilidade vão desde gases, diarreia, constipação, cólicas intestinais, náuseas, tonturas, fraqueza, sonolência ao longo do dia, até deficiência de inúmeros micronutrientes (vitaminas e minerais).

 

Em um plano alimentar onde se opta por reduzir ou retirar os alimentos que contém glúten, o indivíduo pode observar uma perda de peso num primeiro momento, visto que o processo inflamatório está sendo minimizado, mas normalmente em pouco tempo essa perda de peso para de acontecer, pois o corpo entra em um equilíbrio, e o emagrecimento, se este for o objetivo, deve ser estimulado através do cardápio elaborado para este fim.

 

O que é importante entender disso, é que retirar o glúten não é sinônimo de perda de peso para todos, pois dependendo dos alimentos escolhidos e se estes não estiverem inseridos de maneira adequada na dieta, a pessoa pode ainda ganhar peso indesejado.  Se o alimento for sem glúten, mas for rico em açúcar, farinha refinada, gorduras, sódio, conservante, certamente não é um alimento interessante para a saúde nem para chegar ao peso ideal.

 

Procure orientação nutricional para que você se alimente da maneira adequada, respeitando sempre sua individualidade bioquímica, pois o que é bom para uma pessoa nem sempre será ideal para outra.

 

Vera Lucia Moratelli Warmeling

Nutricionista – CRN10 2631 

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